PONTES 21
ARTE – CIÊNCIA – CULTURA
PROJECTO OPERACIONAL
(Objecto de Candidatura ao Programa de Apoio Sustentado 2018-2021, DGArtes)

1. APRESENTAÇÃO
2. SOBRE A LUZLINAR
3. PARCEIROS
4. PROJECTO ARTÍSTICO E PLANO DE ACTIVIDADES
5. ABRANGÊNCIA
6. OBJECTIVOS GERAIS
7. INTERVENÇÃO LOCAL
8. GESTÃO | QUADROS E RESUMOS

 

EQUIPA:

Coordenação Geral de Projectos – Carlos Fernandes
Direcção Artística – João Castro Silva
Direcção Executiva Pontes – Pedro Januário
Produção Executiva Pontes – Flávio Delgado
Comunicação / Imagem – Ana Rodrigues
Produção de Projectos – Ana Rodrigues, Nuno M. Pereira, Pedro Januário, Flávio Delgado, Carlos Fernandes
Coordenação Cientifica / Comuna – Pedro Salvado (Universidade Salamanca)
Coordenação Cientifica / Campus – João Paulo Fidalgo Carvalho (UTAD)

Consultores de Projecto
Antropologia / Arqueologia – Pedro Salvado (US)
Agronomia / Ecologia – João Paulo Fidalgo Carvalho (UTAD)
Artes Plásticas – Maria Lino (Luzlinar), Marta Traquino (UL)
Cerâmica – Elsa Gonçalves / Mariana Fernandes (EAAA)
Dança – Vera Mantero (Rumo do Fumo)
Design – José Simão (Esc. Superior de Artes Castelo Branco)
Educativos (Trancoso)  – Ana Paula Camilo, Florinda Elias, Luís Osório
Educativos (Fundão) – José Luís Oliveira, Rosalina Gomes, Nuno Garcia
Fotografia – José Luís Neto, Daniel Antunes Pinheiro (FBAUL)
Música – Rogério Peixinho, Helena Neves (Síntese)
Novos Média – Francisco Paiva (UBI)
Têxteis – Rita Salvado (Museu dos Lanifícios da UBI)

 

1. APRESENTAÇÃO

A acção deste projecto, iniciado em 2015, desenvolve-se fundamentalmente ao longo do eixo geográfico Fundão/Trancoso, englobando uma vasta região do interior profundo, predominantemente rural, em processo de desertificação e com indicadores de desenvolvimento muito desfavoráveis.

Pretende-se assim contribuir para a inversão desta situação através da realização de projectos artísticos, procurando abranger as diferentes áreas do conhecimento, cruzando linguagens e contribuindo para o estudo e divulgação dos patrimónios material e imaterial destes territórios.

Promovemos a contemporaneidade, fomentando a investigação e criação artísticas na vertente das Artes Visuais, trabalhando em articulação com a Comunidade, a Escola e a Universidade, estabelecendo assim uma ligação efectiva entre Arte, Educação, Ciência e Cultura.

O projecto convoca os contextos de “cidade” e “natureza” a partir de dois focos de acção principais – Laboratórios – localizados respectivamente na Cidade do Fundão e na Aldeia Artística do Feital, percorrendo as localidades deste eixo geográfico,  e com o contributo vindo da cidade de Lisboa , da Vila de Belmonte e outras além fronteiras na Raia Espanhola, na Alemanha e Noruega.

Estes laboratórios multidisciplinares denominados – Comuna e Campus – promovem o encontro de gente – com foco na emergência artística – empenhada em pensar, fazer e agir, integrando transversalmente experiências e conhecimentos em diversas áreas do saber.

A concretização deste projecto passa fundamentalmente pela realização de actividades nos domínios da Criação e Investigação Artísticas, da Formação e do Desenvolvimento de Públicos, articuladas em quatro linhas de orientação:

1-Investigação | projectos multi-disciplinares de pesquisa e criação.
2-Experiência | projectos teórico-práticos em tutoria em articulação com meios institucionais e privados para integração na vida activa.
3-Formação | oficinas, residências e seminários
4-Promoção e divulgação | Apresentações públicas, oficinas abertas, exposições, performances e edição.

Neste contexto destacamos as actividades de maior relevância:
1-Projectos de investigação e criação artística – Narrativas da Cidade e Jardim das Pedras – que compreendem um núcleo de actividades que funcionam como pólos aglutinadores.
2-Projectos teórico-práticos em tutorias exclusivamente dedicadas a jovens artistas emergentes.
3-Projecto de formação e educação artística, como um factor transversal, que vai do Ensino Pré-escolar à Universidade.

 

2. SOBRE A LUZLINAR

A Associação Luzlinar, constituída em 2004, é uma instituição cultural sem fins lucrativos, com sede no Feital (Trancoso), tendo como propósito a promoção e divulgação das artes plásticas, performativas e cinema, o desenvolvimento de projectos no âmbito da arte experimental, a colaboração com instituições que persigam os mesmos fins, a criação de espaços e formas de cooperação interinstitucional e contribuir para o estudo e divulgação do património material e imaterial.

A sua criação surge da necessidade de continuar o trabalho que a escultora Maria Lino vinha desenvolvendo desde 1995, com a realização do primeiro Simpósio Internacional de Artes do Feital. Desde então, com limitados apoios da Fundação Calouste Gulbenkian, da Direcção Regional da Cultura – Centro e do Município, desenvolveu um trabalho continuado de criação e promoção das artes plásticas e performativas.

A partir de 2009, com apoios mais regulares da DGArtes, foi possível à Luzlinar projectar e desenvolver um plano de actividades consistente, que permite mais tarde a candidatura aos apoios directos com o Projecto Pontes (2014), alargando o campo de acção ao município do Fundão, num intenso programa de projectos com artistas em residência, programa educativo integrado por parcerias de âmbito regional, nacional e internacional, envolvendo as componentes de documentação e investigação mas também exposições, encontros, seminários, conferências e edições. Em 2010 iniciámos paralelamente um projecto de Seminários Internacionais de Cinema.

Todo este percurso permitiu a esta equipa de trabalho crescer, reforçar laços, alargar o âmbito territorial e desenvolver projectos ainda mais ambiciosos, tendo sido possível também agregar novos colaboradores “nascidos” já no âmbito das próprias actividades, caso das Tutorias.

Nasceram assim dois novos Laboratórios – Campus e Comuna – criados em conjunto com quatro Universidades portuguesas e outra em Oslo, com os Agrupamentos Escolares das cidades de Pinhel, Belmonte, Trancoso e Fundão, promovendo o seu encontro com um expressivo número de artistas que neles trabalham diariamente.

 

3. PARCEIROS

 

4. PROJECTO ARTÍSTICO E PLANO DE ACTIVIDADES

Desenvolvemos uma cultura artística baseada em critérios universalizantes e recusamos juízos de gosto baseados em modas.

A partir dos lugares da serra e da cidade criámos dois espaços laboratoriais – Campus e Comuna – onde a criação artística neles se instala/reside, produz e permite experiências partilháveis com outros territórios à escala regional e nacional, ibérica e europeia.

É com este sentido de partilha, do que é ou pode ser comum a todos, que as parcerias se vão descobrindo dentro e fora do país, seja com os Municípios, Escolas dos vários níveis de ensino, Universidades, Museus, Entidades congéneres ou Empresas.

Assim, numa espécie de osmose, construímos uma rede-de-lugares, com diferentes escalas e parceiros, projectando ideias compartilhadas.

Em todas as nossas linhas de orientação incorporamos Investigação, Experiência, Aprendizagem e Promoção Artística.

As actividades são construídas reforçando a interdependência entre os diversos núcleos e seus intervenientes.

Estimulamos a multidisciplinaridade e o cruzamento entre a arte e a ciência. Ao longo dos processos de pesquisa encontramos binómios do tipo – Desenho-Etnografia, Novos Media-Estudos Literários, Expressão Plástica-Antropologia – que nos permitem investigar novas áreas, como por exemplo: o território entre o artista e o artesão ou o desenho como documento etnográfico.

Estruturamos as nossas actividades em núcleos de (1) Investigação/criação, (2) Teórico-prático em tutoria, (3) Formação/educação e (4) Promoção/divulgação:

1- No campo da Investigação /criação artística, destacamos a figura do “Artista-Investigador” que, de forma individual ou colectiva, desenvolve a sua prática artística informada, directa e indirectamente, por uma multiplicidade de processos de investigação e de experiências de campo, coordenando e desenvolvendo projectos, estabelecendo ligações entre núcleos e actividades, e dinamizando as relações com a comunidade e a escola.

2- Já o núcleo Teórico-prático em tutoria, totalmente dedicado à emergência artística, recebe o “Artista-Emergente” que desenvolve o seu projecto individual de criação, assistido pelos seus tutores. Paralelamente integra os projectos colectivos de criação e investigação bem como os projectos de formação e promoção artística, beneficiando assim de um quadro de experiências diferenciadas, fundamental no âmbito da sua própria formação.

3- A Formação e Educação desenvolvem-se ao longo do ano, ao ritmo do próprio calendário escolar, num programa especialmente preparado para o envolvimento directo da comunidade escolar, compreendendo “Oficinas-visita”, “Oficinas-projecto” e “Apresentações”. Integramos crianças e jovens num universo altamente qualificado (pontos 1 e 2) que só a permanência dos artistas em laboratório poderia oferecer.

4- A Promoção e a divulgação artística comportam quatro dinâmicas – Edição Digital, Itinerâncias, Oficinas Abertas, Marketing cultural e Merchandising – projectadas especificamente para a internet, espaços expositivos, laboratórios do projecto e sector empresarial respectivamente.
Desta forma expomos todas as nossas actividades no mundo virtual com os “Diários on-line”, levamos as nossas criações artísticas às pessoas através da rede-de-lugares nacional e internacional, abrimos os nossos laboratórios à comunidade e ainda exploramos pontos de intercepção entre o meio artístico e os sectores empresariais da sociedade.
Destacamos ainda a emergência artística como um dos vectores principais deste projecto, iniciado em 2015. Desenhámos toda uma estrutura preparada para os artistas emergentes com o apoio de agentes das áreas artísticas profissionais (galerias, associações de artistas, programadores, curadores) e institucionais (Universidades, Museus, Municípios) incluídos nas parcerias desta candidatura.
Para além do núcleo das Tutorias convidamos também artistas emergentes a trabalhar com artistas consagrados nos nossos simpósios internacionais e ainda promovemos o intercâmbio com congéneres sediadas no estrangeiro.

5. ABRANGÊNCIA

Temos a nossa sede e base de actividades dividida entre uma aldeia numa serra (Feital) e o centro histórico de uma cidade da província (Fundão), onde em ambas a cultura artística é aquela que se difunde através da televisão.

Assistimos nesta vasta região a um cataclismo social, cultural e consequentemente artístico, onde o quotidiano destas populações se encontra refém de uma monotonia e deriva persistentes.

A possibilidade da população destes meios contactar com as práticas artísticas dos mais variados estádios de maturação, nacionalidades, áreas de intervenção e conhecimento é praticamente residual.

É neste contexto que persistimos no desenvolvimento da nossa acção.

No decorrer do Projecto Pontes 2015-17 fomos constatando na designada “população inactiva”, os seniores e os jovens, a existência de uma percepção especial que mostrava grande abertura e entusiasmo nas questões relacionadas com a “criatividade artística” que vão além dos preconceitos instituídos pelos “mundos da Arte”.

Inspirados nesta experiência, criámos projectos agregadores e convocámos para os nossos laboratórios os artistas, as escolas, a comunidade e a universidade, no sentido de desenvolver, ao longo dos próximos quatro anos, um aturado trabalho de investigação e criação artística guiado pelas questões relacionadas com:

– A narração dos lugares da Cidade e Natureza e suas vivências quotidianas;
– A compreensão dos fenómenos culturais, sociológicos nas paisagens;
– O conhecimento com recurso à ciência (Etnografia, Antropologia, Geografia, Biologia);
– A reflexão sobre os limites da acção humana no fazer artístico.

O reconhecimento e participação pública que obtivemos nos 3 anos têm expressão no que definimos como REDE-DE-LUGARES e sobre a qual delineamos uma estratégia territorial para facilitar a “adesão”, ”visibilidade”, “cumplicidade” e “troca” necessárias.

Comuna e Campus continuarão a ser palco para “adesão” dos diversos actores culturais. Consideramos estratégico dar “visibilidade” às actividades mais assiduamente em Lisboa através do atelier do colectivo de artistas Goela e mais activamente nos outros Municípios da Beira Interior. Ao mesmo tempo pretendemos com as nossas actividades estreitar a “cumplicidade” e a “troca” cultural já estabelecida com os parceiros da Raia Espanhola (Salamanca e Morille) e com os restantes sediados na Noruega.

Destacamos o projecto experimental “Mapas – arte e ciência” orientado, e ensaiado nos últimos 3 anos, para a (re)compreensão da memória e do trabalho criativo entre grupos de pessoas seniores e outros que se manifestam fora das redes institucionais ou académicas.

Salientamos os projectos artísticos e pedagógicos anuais junto com os professores e com os alunos, com o objectivo de fomentar múltiplas abordagens à inclusão de práticas de conceptualização e acção artística. Integramos os diferentes níveis de ensino, com cuidado acrescido no que respeita às fragilidades dos alunos com necessidades educativas especiais (com os quais trabalhamos há 5 anos) com o intuito de deslocar a escola para fora da sala de aula, para os laboratórios na serra e na rua.

As actividades Projecto-escola e Residência-Escola, além de representarem um reforço complementar ao ensino, assumem-se como factor fundamental para o desenvolvimento e capacitação social/intelectual dos seus alunos. Como prova disso referimos o trabalho em curso com os Agrupamentos de Escolas do Fundão, Trancoso, Pinhel e a Escola Artística António Arroio.

REDE-DE-LUGARES

6. OBJECTIVOS GERAIS

O Projecto Pontes 21 define nas suas linhas de orientação para a criação artística (Investigação,  Experiência para a integração na vida activa, Formação ao longo da vida e Educação,  Promoção e Divulgação Artística)  os seguintes objectivos gerais:

1 – Fomentar a criação, produção e divulgação artística enraizadas na especificidade dos territórios em que actuamos, no interior de Portugal  no sentido de desenvolver práticas artísticas  que constituam um bom exemplo para a reversão das dinâmicas da depressão humana, social, económica e cultural vividas nos contextos das sociedades globais.
2- Promover o encontro para a criação e fruição artística interpondo “Pontes” / conectando lugares, reactivando proximidades geográficas locais e regionais adormecidas, para a educação artística com particular ênfase aos projectos desenhados especificamente para escolas de diferentes localidades  e para estratos populacionais com maior fragilidade.
3- Promover a prática e educação artística para a coesão territorial e social aliando-a ao conhecimento dado pelas ciências sociais, naturais e humanas para a compreensão e reinterpretação de múltiplas realidades presentes. ( ex. das actividades em CAMPUS, COMUNA e MAPAS).
4- Actuar de forma inovadora e preponderante na qualificação dos cidadãos com a sua integração em projectos artísticos para aprendizagem ao longo da vida ( ex. da actividade MAPAS) e ao mesmo tempo actuar de forma inovadora e preponderante na qualificação dos profissionais das artes, individual e colectivamente, através de projectos desenhados para a sua integração na vida activa. ( ex. da actividade TUTORIAS).
5- Valorizar o Território providenciando-lhe as figuras espaciais dos Laboratórios COMUNA E CAMPUS que são infraestruturas artísticas/económicas  inovadoras construídas, promovidas e divulgadas pela população e pelos diferentes sectores económicos que o atravessam com impacto local, regional e internacional.
6- Promover e divulgar a Arte envolvendo-a com actores de diferentes sectores empresariais em diferentes momentos dos processos, do apoio à criação até à sua divulgação e promoção. (ex. da actividade TUTORIAS, MARKETING CULTURAL)
7- Internacionalizar a emergência artística portuguesa assim como projectar internacionalmente práticas e processos artísticos inovadores em território nacional através do acolhimento de artistas estrangeiros e sua integração nos projectos de Investigação. (ex. da actividade INTERCÂMBIOS)

 

7. INTERVENÇÃO LOCAL

Todas as actividades desta candidatura, inserem-se no âmbito de parcerias estratégicas com as autarquias, com destaque especial para o Município do Fundão onde se desenvolve o número mais significativo de actividades, mas também com a União de freguesias de Vila Franca das Naves e Feital, que agora substitui o município de Trancoso, e com uma nova parceria com o município de Belmonte, tendo manifestado interesse em aderir ao projecto outros municípios da Beira Interior, que não o puderam fazer já, por não terem ainda os orçamentos aprovados ou estarem ainda em processo de distribuição de pelouros.

As três autarquias principais, afectam ao plano de actividades comparticipações financeiras e recursos humanos e logísticos substanciais, bem como outros apoios em género, necessários ao desenvolvimento integral de todos os projectos que integram o plano de actividades.

Os Laboratórios – Campus (Feital) e Comuna (Fundão) – foram desenvolvidos em conjunto com as autarquias, nos quais já investiram recursos consideráveis ao longo dos três anos de duração do programa de actividades anterior, com o propósito de se constituírem como pólos agregadores da maior parte dos projectos propostos neste plano de actividades.

Os projectos propostos neste plano de actividades são em alguns casos de continuidade e noutros de desenvolvimento natural de processos com o mesmo propósito e integram na totalidade o plano de actividades dos respectivos municípios.

Existem inclusive dois “projectos-piloto” – Desenhos da Vida e Inclassificáveis – que tiveram o seu curso normal no programa de actividades anterior e que agora o Município de Belmonte pretendeu ver desenvolvidos no seu território.

Existe uma simbiose perfeita entre o projecto da Luzlinar e os projectos culturais das autarquias onde desenvolve todo o programa de actividades.

 

8. GESTÃO | QUADROS E RESUMOS

Este projecto assenta na forte experiência desta equipa e na relação consistente e sensível com os parceiros envolvidos, resultando numa excepcional poupança de recursos, pelo aproveitamento de valências de cada um nos múltiplos quadros de acção.

Só esta articulação de capacidades permite continuar um projecto artístico singular e culturalmente relevante, mais de 20 anos depois do seu início, numa zona do interior profundo do nosso país.

Para além da enérgica equipa técnica e artística da estrutura, prevemos a colaboração/integração das equipas de técnicos municipais dos três concelhos, em especial os elementos inseridos nos organismos de produção, para além do apoio especializado dos elementos ligados às estruturas onde vamos realizar actividades como exposições ou conferências, etc.

Para este projecto construímos um orçamento equilibrado, realista e adequado ao plano de actividades a que se propõe neste programa.

A montagem financeira foi elaborada com base nos valores evidenciados em exercícios dos últimos anos, perfeitamente adequados, considerando a enorme estrutura logística e recursos necessários ao programa de actividades, com orçamentos suficientemente detalhados para se poder verificar o rigor e a capacidade de eliminação de desperdícios, sem deixar de garantir boas condições para o desenvolvimento de todas as acções.

Os objectivos que se pretendem alcançar também eles têm dimensão muito abrangente visando as promoções cultural e artística de várias zonas do país e a divulgação internacional deste exaustivo programa de residências de criação artística.

A fim de nos permitir reconhecer atempadamente os elementos de risco no plano de produção e orçamentação em todas as suas vertentes, tivemos necessidade de introduzir uma nova prática, que agora efectuamos em colaboração com os serviços técnicos do município do Fundão, onde efectuaremos uma avaliação precisa da execução orçamental, com carácter trimestral.

Este procedimento visa igualmente garantir o risco de falhas no financiamento das autarquias, que assim serão elas também a participar na supervisão do processo de gestão, conhecendo antecipadamente situações de risco e participar na sua solução.

Por último, no que respeito a recursos humanos, consideramos para este projecto dois colaboradores em regime de contrato sem termo, por sinal dois jovens artistas que frequentaram o nosso programa de tutorias e que trabalham na equipa há mais de um ano, e três colaboradores a tempo parcial. A restante equipa trabalhará nos distintos projectos em regime de prestação de serviços.